Não deixarei que partas

Não deixarei que partas de mim
tão de repente assim…

Pensavas que eu te esquecia,
que não queria saber de ti,
que tudo estava acabado?

Te enganavas.

Não deixarei
que o ar da noite me embriague a ponto
de não sentir teu perfume de mulher,
disposta a tudo perder por mim,

a chorar as lágrimas que a chuva não chorou,
a ventar com a fúria das tempestades
no oceano das tuas angústias…

Não deixarei que partas.

Se deixasse,
não seria eu o marinheiro de inúteis viagens
que aportei em ti como um barco
de muitas travessias

e despertei-te do torpor das enseadas chãs,
para cravar-te a âncora de sonho,
na carne de tua alma enclausurada.

Nunca partirás de mim, mulher sem norte.

Porque eu sou o teu norte,
a tua bússola,
a tua estrela,
a dizer-te o caminho em mar aberto,

abrindo-te horizontes nunca imaginados,
lúcidos e límpidos
de sóis vermelhos de abismo,

de morte e vida,
de dor e gozo,
de pranto e alegria.

Lucimar.
Natal, 18 de julho de 2016.
Imagem copiada da Internet em: euescolhiamarvc.blogspot.com

mulher_e_sol

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s