Alísio

Meus amigos e minhas amigas:

O soneto, que escrevi, no Rio de Janeiro, a 18 de setembro de 2003, contém dois acrósticos: “Iracema” (primeiro quarteto e segundo terceto) e “Ternura” (segundo quarteto e primeiro terceto). Procurem descobrir.

Alísio

Irradia a manhã sobre a cidade,
Renova o Sol a vida em cada canto.
A vida, intensa luz e suavidade,
Cobre a Terra com a força do seu manto.

Tremem raízes, caules, de ansiedade,
E sugam, vorazmente, o leite santo:
Resto de seiva que, precioso, invade
Nervosas trilhas, que se assanham tanto!

Uníssonas, de pânico e de espanto,
Rumorejam as fontes, em novelos,
A celebrar da vida o doce encanto.

E chora em dor, de anseios e de zelos,
Meu coração que guarda, neste pranto,
A lembrança do alísio em teus cabelos!

Lucimar.
Natal, 25 de janeiro de 2016. Imagem copiada da Internet, em: mundomulheres.com.

is 25 JAN

Lírios

Lírios

“Olhai os lírios do campo. Eles não trabalham nem fiam. E, no entanto, eu vos asseguro que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles.” (Mateus 6, 28,29).

Olhai os lírios: contentes,
sem trabalho ou fiação,
ostentam vestes ardentes
em cada flor ou botão…

E tais vestes, cintilantes,
brotam lindas, da raiz,
brilhando, quais diamantes:
dizer por quê, ninguém diz…

Como as viagens da alma
que não sei pra onde vão,
os lírios, na tarde calma,
encantam meu coração…

Amarílis, lílium, crínum,
hemerocális, vorsleia,
são tipos que se combinam
desta planta em odisseia…

Ela é dom da natureza,
da divina compaixão,
ninguém com tanta nobreza,
nem mesmo o Rei Salomão!

Lucimar.
Natal, 20 de junho de 2015.

A imagem foi copiada da Internet, em: flores.culturamix.com.

lirios