O cedro e o grão de mostarda

O cedro e o grão de mostarda (textos da missa do 11º Domingo Comum)

“Assim diz o Senhor Deus: ‘Eu mesmo tirarei um galho da copa do cedro […] e o plantarei sobre o alto monte de Israel. Ele produzirá folhagem, dará frutos e se tornará um cedro majestoso. Debaixo dele pousarão todos os pássaros, à sombra de sua ramagem as aves farão ninhos. E todas as árvores do campo saberão que eu sou o Senhor […]’” (Ez 17, 22-24a).
“O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes. Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra” (Mc 4, 31-32)

Grão de Mostarda

Eis o grão de mostarda, a pequena semente,
Entre todas que planta o audaz lavrador.
É talvez a menor, a de menos valor,
Jogada pelo chão, em gesto displicente.

Todavia, se morre, na terra inclemente,
O grão se faz arbusto, ao vencer o calor
Na busca do alimento nobre e salvador
Que lhe dá, generosa, a seiva persistente.

E o arbusto se torna uma grande hortaliça,
Onde as aves do céu vêm construir seus ninhos,
Microcosmos de amor, esperança e justiça…

Este é o Reino de Deus, com seus belos caminhos
Que Jesus, Redentor, nos ofertou na Missa,
Palavra, que jamais nos deixará sozinhos….

Lucimar.
Natal, 14 de junho de 2015.

A imagem foi copiada da Internet, em: wallpaper.free-photograph.net.

11057359_1017343664945000_8513221730292482724_n

Anúncios

Pelo Dia dos Namorados

À minha amada, pelo Dia dos Namorados:

Que é o amor
se não esse aperto no peito,
essa vontade de estar junto,
esse desejo de aconchego,
de abraço,
de calor
da pessoa escolhida?

Que é o amor
se não essa coisa gostosa
de querer bem,
de olhar nos olhos
e dizer palavras carinhosas
soltas ao vento da tarde
àquela única pessoa
que toca o nosso coração?

Que é o amor
se não esse sentimento
de plenitude,
essa ardência infinita
que dá sentido sempre
à nossa vida?

Lucimar.

Natal, 12 de junho de 2015.
.11390256_1016637438348956_5843393296222365023_n

Vida e morte

Depois de muito tempo sem publicar, vai um poema hoje

Vida e morte

Ah, me deixassem partir,
me deixassem buscar a manhã que perdi!

Me deixassem
o mundo,
as coisas,
o céu de fumo,
os automóveis,
me deixassem nu, na estrada longa deste
amanhecer…

Ah, me deixassem
essas mãos monstruosas que me alcançam,
essas imagens mortas que me abraçam,
descobrir, na manhã que vem surgindo,
o caminho de sol da minha infância…

Onde tudo renascesse,
tudo despertasse,
tudo surgisse da terra novamente,
como cores,
como luzes,
como flores,

onde a vida não fosse mais que um dia,
onde a morte não fosse mais que um sonho…

Lucimar.

Natal, 24 de abril de 2015.
11164602_992817257397641_7488411084244205235_n

O Amor que se revela

Amigos:

Estamos na Semana Santa e aproxima-se a Páscoa da Ressurreição, a grande festa de todo cristão católico!

Por isso, deixo abaixo meu poema “O Amor que se revela”, uma modesta homenagem deste poeta à Santíssima Trindade:

O Amor que se revela

No coração do Pai canta o Amor.
Com Ele estão o Verbo, gerado, não criado,
e o Espírito que sopra sobre as águas.
É o Amor primordial, Trinitário,
que nos criou do nada.
E que nos fez casal, homem-mulher,
fecundos e multiplicantes.

E o Pai nos deu, de graça,
todo fruto de toda árvore
do maravilhoso jardim,
menos aquele que nos destruiria.
E desobedecemos.
E perdemos a Vida que jorrava
das fontes daquele Paraíso.

Mas Ele nos prometeu Maria
para esmagar a cabeça da serpente.
E abençoou Noé, para salvar a Terra.
E jurou descendência a Abraão,
incontável como as estrelas do céu.
E enviou Seu Anjo para salvar Isaac.
E livrou José da morte
e glorificou seu exílio.

Ele viu a miséria de Seu povo
na terra do Egito
e o resgatou.
E apareceu a Moisés na sarça ardente.
E lhe disse o Seu nome: EU SOU.
Ele livrou seus primogênitos da morte
na passagem do Anjo.
E fez Seu povo atravessar o Mar Vermelho.

No coração do Pai canta o Amor.
Ele pôs Sua lei em nosso seio
e a inscreveu em nosso coração.
Ele perdoou a nossa culpa
e não se lembrou mais de nosso pecado.
E enviou para nós Seu Filho único,
o Amor em pessoa,
não para nos dar a morte,
sim, para nos dar a Vida,
perdão, misericórdia, compaixão.

Que escutou o pedido de Sua Mãe
e transformou a água em vinho.
E prometeu à Samaritana água viva
e perdoou a Mulher Adúltera.

E acolheu os pecadores,
de preferência aos que se julgavam justos.
Pois não veio para julgar, mas para salvar.
Teve pena do povo cansado, abatido,
ovelhas sem pastor,
dos alquebrados sob o próprio fardo,
e ofereceu-lhes descanso
e lhes transmitiu a paz.

E curou cegos, surdos, coxos,
leprosos, paralíticos,
doentes do corpo e da alma,
oprimidos, desprezados e abandonados.

E saciou a multidão faminta
com o pão multiplicado,
promessa de um novo Pão,
de Vida eterna.

E teve compaixão do cego Bartimeu,
que o chamava de Filho de Davi.
E de Dimas, o Ladrão,
que roubou o céu, tocado pela graça.

E ressuscitou dos mortos e ascendeu ao céu,
para nos sentar, com Ele,
à direita do Pai.

No coração do Pai canta o Amor.
Amor que é também Filho,
e que se fez humano como nós.
Amor que é Espírito Santo,
Aquele que nos ensina
todas as coisas.

Lucimar.
Natal, 31 de março, terça-feira da Semana Santa de 2015.

A imagem foi copiada da Internet, em: musicasparamissa.com.br.

11080861_978685305477503_7896716925479008673_o