Tempestade acalmada

Um poema escrito hoje:

TEMPESTADE ACALMADA

“Mestre, não te importa que pereçamos?” (Mc 4,38).

E aqui estamos nós, na imensidade,
sob a força do vento, em agonia,
de sofrimento e morte, em pleno dia
açoitados de mar, de tempestade…

Não te importa ficarmos sem vontade,
perdidos no oceano, nesta via,
sem retorno, sem rumo, sem valia,
sem socorro, sem dó, sem piedade?

Por que dormes tranquilo, em sono santo,
indiferente ao mar e a nosso espanto,
na agitação raivosa do oceano?

Não tendes fé? – pergunta com firmeza.
E dá ordens à rude Natureza,
E ela obedece à voz do Soberano!

Lucimar.
Natal, 23 de julho de 2014.